AEO sem Bluff / Repensar a visibilidade na era dos motores de resposta / Aula 04

A evolução do SEO para AEO

O que muda no teu trabalho a partir de agora: as três mudanças que te afetam já.

Vídeo a caminho

A aula ainda não está filmada. O texto completo está aqui em baixo e serve na mesma — é exatamente o que vai ser dito no vídeo.

A aula, por escrito

Nas três aulas anteriores mostrei-te o que mudou na pesquisa. Ficou a faltar a parte prática: o que é que tu fazes com isso no teu site e no teu conteúdo. É esta aula. No fim dou-te uma tarefa de quinze minutos que te mostra quem são os teus concorrentes verdadeiros nesta era das respostas.

Agora a pergunta que interessa: e então, o que é que eu faço com isto?

Chama-se AEO, otimização para motores de resposta, e é o trabalho de arrumar o que tens para que estes sistemas o encontrem, percebam e citem.

Antes que entres em pânico: isto não é começar do zero. Assenta em cima do que sempre foi bom SEO. Quatro coisas de sempre:

Conteúdo bom, feito por quem percebe do assunto e responde a perguntas reais. Páginas arrumadas, com títulos claros e uma ordem lógica. Autoridade construída ao longo do tempo. E um site tecnicamente são, rápido e fácil de ler pelas máquinas.

Quem tem isto feito já tem metade do caminho andado.

O que muda são três coisas, e é aqui que quero a tua atenção.

Primeira: escreves para ser extraído. Resposta primeiro, explicação depois. Títulos que digam o que está lá em baixo, não títulos giros. Cada secção a aguentar-se sozinha, porque a máquina pode levar só aquele bocado. E repara na diferença de castigo: no SEO clássico, uma página mal arrumada desce umas posições. No AEO, uma página mal arrumada é simplesmente ignorada, por muito boa que seja a informação lá dentro.

Segunda: a autoridade deixou de se medir só em links. Isto é a mudança mais interessante de todas, e a que dá mais jeito a uma PME. Durante anos, autoridade era ter sites a apontar para ti. Continua a contar. Mas estes sistemas olham também para outra coisa: se o nome da tua empresa aparece, de forma consistente, em sítios independentes. Notícias, fóruns, sites de avaliações, redes sociais, conversas onde as pessoas te mencionam.

E atenção a isto: essas menções não precisam de link nenhum. O que o sistema procura é consenso. Se várias vozes independentes dizem que tu és boa gente naquilo, ele fica mais confiante em te citar.

Traduzindo para a tua semana: aquele cliente satisfeito que te menciona num grupo, aquela entrevista à rádio local, aqueles quarenta comentários de pessoas a dizerem o teu nome, valem mais do que julgavas. E são coisas que uma empresa pequena e bem-falada consegue ter, ao contrário de um orçamento de backlinks.

Terceira: a frescura passou a contar. Estes sistemas preferem informação atual. Aquele artigo que te trouxe visitas durante três anos, se está desatualizado, deixa de ser escolhido. Rever e atualizar o que já tens passou a ser trabalho a sério, não é arrumação de fim de ano.

E há uma quarta, que é mais um problema do que uma mudança: medir isto é difícil. Saber a tua posição no Google é fácil. Saber se apareceste dentro de uma resposta gerada, não é. As ferramentas ainda estão a nascer. Falamos disso numa das próximas aulas, e vou dizer-te com franqueza onde é que elas ainda não servem.

O resumo é este, e é honesto: AEO não substitui SEO nem é uma estratégia à parte. É a mesma prática vista de outro ângulo. Conteúdo bom, autoridade, clareza e relevância. Sempre foram o que fazia alguém aparecer no Google. Agora são também o que faz uma máquina citar-te.

Uma coisa só para esta semana, e leva quinze minutos.

Escolhe três perguntas que os teus clientes fazem sempre. Faz essas três perguntas ao ChatGPT e ao Google. Aponta as empresas que aparecem nas respostas.

Essa lista é o teu novo mapa de concorrência. E provavelmente não é a lista que tens na cabeça.

Esta aula fecha o primeiro módulo do curso. Na próxima começamos a fundação: compreender o modelo E-E-A-T, a régua com que estas máquinas decidem em quem confiam. É menos aborrecido do que o nome faz parecer.

Quando fizeres a tarefa das três perguntas, diz-me nos comentários o que aconteceu. Apareceste? Apareceu um concorrente? Apareceu uma empresa que nem sabias que existia? Tenho curiosidade genuína em ver isto setor a setor.

Até para a semana.

Material de apoio

O teste das três perguntas

Escolhe três perguntas que os teus clientes fazem sempre. Faz essas três ao ChatGPT e ao Google. Aponta as empresas que aparecem nas respostas. Essa lista é o teu novo mapa de concorrência.