AEO sem Bluff / Planeamento de conteúdo para visibilidade em pesquisa e IA / Aula 08

Pesquisar palavras-chave para conteúdo AEO — parte 1: as perguntas

Onde estão mesmo as perguntas dos clientes (não é em ferramenta paga) e como fazer a lista das vinte.

Vídeo a caminho

A aula ainda não está filmada. O texto completo está aqui em baixo e serve na mesma — é exatamente o que vai ser dito no vídeo.

A aula, por escrito

Até agora tratámos de teoria. Hoje vamos ao trabalho.

E vou começar por te tirar uma ideia da cabeça: a de que precisas de uma ferramenta paga para saber sobre o que escrever.

A maior parte das perguntas que te dariam clientes está no teu telemóvel. Está nas mensagens que recebes, nas chamadas que atendes, naquilo que as pessoas te perguntam nos primeiros cinco minutos de uma reunião. Está tudo lá, de graça, há anos.

Hoje: onde ir buscar essas perguntas e como filtrar até ficares só com as que valem trabalho. É a primeira parte do planeamento de conteúdo. Arrumar e aprofundar fica para as aulas a seguir.

Primeiro, a mudança de cabeça. Durante anos escolhia-se uma palavra-chave. "Fisioterapia Porto". Escrevia-se uma página à volta daquilo e esperava-se.

Só que ninguém pergunta assim a uma máquina de resposta. As pessoas escrevem como falam: quantas sessões de fisioterapia preciso para uma tendinite, vale a pena ir ao fisioterapeuta antes de fazer exames, quanto custa.

Uma palavra-chave é um tema. Uma pergunta tem uma resposta. E estes sistemas andam à procura de respostas.

Então onde é que elas estão. Cinco sítios, por ordem de valor.

Primeiro, e é o melhor de todos: as tuas conversas. WhatsApp, email, o que perguntam ao telefone. Se atendes clientes, tens aqui centenas de perguntas reais, escritas nas palavras deles, e não nas palavras da tua profissão. Isso é ouro e é a coisa que nenhum concorrente te pode copiar.

Segundo: quem atende ao balcão ou ao telefone. Se tens alguém na receção, essa pessoa sabe as dez perguntas que se repetem todas as semanas. Pergunta-lhe. Leva cinco minutos e não custa nada.

Terceiro: o próprio Google. Faz uma pesquisa do teu setor e olha para a caixa "as pessoas também perguntam", e para as sugestões que aparecem enquanto escreves. São perguntas verdadeiras, feitas por gente verdadeira.

Quarto: o ChatGPT ou o Perplexity, mas ao contrário do que se costuma fazer. Não lhe peças o artigo. Pede-lhe a lista: que perguntas é que uma pessoa faz antes de escolher um fisioterapeuta. Depois lê a lista com olhos de quem trabalha na área e risca as que não fazem sentido. E vais riscar algumas.

Quinto: os comentários e as avaliações. As tuas e as dos concorrentes. Uma avaliação de três estrelas costuma ter lá dentro uma pergunta a que ninguém respondeu a tempo.

Agora a parte que quase toda a gente salta: filtrar.

Ficas com uma lista grande e a tentação é responder a tudo. Não respondas. Passa cada pergunta por três filtros.

Um: esta pergunta é feita por alguém que pode vir a ser meu cliente, ou é só curiosidade? "Como funciona um músculo" é curiosidade. "Quantas sessões preciso" é alguém a preparar-se para marcar.

Dois: eu tenho experiência real nisto? Lembra-te da aula do E-E-A-T. Se a resposta é só o que leste noutro sítio, estás a competir no terreno onde a máquina é melhor do que tu. Escolhe as perguntas onde tens casos, números teus, coisas que viste correr mal.

Três: alguém já respondeu bem a isto no meu mercado? Se pesquisares a pergunta e as respostas que existem forem vagas, encontraste uma abertura.

Do funil grande sai uma lista pequena. Cinco perguntas bem escolhidas valem mais do que trinta artigos a encher.

Uma coisa só para esta semana, e chega bem.

Faz a lista. Abre as tuas conversas dos últimos dois meses e escreve vinte perguntas que os teus clientes te fizeram, nas palavras deles. Depois risca até ficares com cinco.

Se fizeres só isto, já saíste desta aula com trabalho feito.

Na parte dois arrumamos isto tudo. Vais perceber porque é que vinte artigos sobre vinte assuntos valem menos do que seis sobre o mesmo, e como se agrupa o trabalho para deixares de ser mais um site e passares a ser a fonte de um assunto.

Escreve-me nos comentários uma das perguntas da tua lista. A mais repetida do teu negócio. Tenho curiosidade em ver quantas são a mesma pergunta disfarçada de setores diferentes.

Até para a semana.

Material de apoio

A lista das vinte perguntas

Abre as tuas conversas dos últimos dois meses e escreve vinte perguntas que os clientes te fizeram, nas palavras deles. Depois risca até ficares com cinco.